Pesquisa BiomedicScience

domingo, 5 de junho de 2011

Perfusão extra-corpórea


Perfusão


A perfusão ou circulação extra-corpórea(CEC) é o procedimento no qual se substitui temporariamente as funções dos pulmões e do coração enquanto estes órgãos ficam excluídos da circulação, através de máquinas, aparelhos, circuitos e técnicas. O objetivo é desviar o sangue do coração direto para um sistema mecânico que o filtra, promove a sua oxigenação e regula a sua temperatura substituindo as funções dos pulmões. Quando transformado em sangue arterial, regressa à circulação sistêmica com o auxílio de uma bomba, que substitui a função do coração. A CEC não apenas substitui as funções cardiopulmonares mas, ao mesmo tempo, preserva a integridade celular, a estrutura, a função e o metabolismo dos órgãos e sistemas do indivíduo durante operações complexas e demoradas. O perfusionista trabalha numa equipe que atua no bloco operatório, constituída por cirurgiões, anestesistas e enfermeiros.

- Funções do perfusionista:- 
Planear, preparar, analisar e utilizar meios tecnológicos em perfusão cardiovascular;
- CEC convencional em adultos pediátricos e infantis;
- Dispositivos de bombeamento sangüíneo;
- Filtração sangüínea;
- Trocas gasosas;
- Dispositivos de trocas gasosas(oxigenadores);
- Hemodiluição;
- Preservação miocárdica;
- Técnicas de hipotermia;
- Circuitos de perfusão;
- Técnicas de conservação de sangue;
- Manejo da coagulação;
- Reaproveitamento sangüíneo peri-operatório;
- Hemofiltração/hemoconcentração;
- Meios de assistência cardio-respiratória.

Circulação extra - corpórea

Trata - se de um sistema constituído basicamente por uma bomba arterial propulsora unidirecional de sangue e um oxigenador que permitem, respectivamente, a perfusão e as trocas gasosas (hematose). É empregado primordialmente em cirurgias "a céu aberto" nas quais sejam necessárias a abertura das paredes do coração para, assim, ter acesso às suas estruturas intracavitárias, principalmente nas correções de valvalopatias e cardiopatias congênitas. Outras aplicações freqüentes são as cirurgias de correção dos distúrbios na aorta torácica. Além dos componentes fundamentais, citados acima, a aparelhagem de circulação extra - corpórea (CEC) também é composta por dispositivos acessórios, tais como: desborbulhador, filtro, reservatório 

de sangue, trocador de calor, tubos condutores de sangue e bombas de aspiração. Bomba arterialOs principais modelos são constituídos por um tubo elástico e um rolete metálico cujos braços são impulsionados por um motor elétrico em um único sentido. O tubo elástico, ao ser comprimido co
ntinuamente pelo rolete metálico, permite que o sangue seja impulsionado.Outros equipamentos, menos comuns, utilizam uma bomba centrífuga projetada inicialmente para pacientes acometidos por choque cardiogênico, baixo débito sistólico ou falência de bomba, enquanto aguardam o transplante.

Mercado de Trabalho e Salário Biomédico



Mercado 

Biomédicos formados em faculdades públicas tendem, em geral, a trabalharem em instituições de pesquisa. Em São Paulo, podemos citar a Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Universidade de São Paulo (USP) e Instituto Butantan. Em Campinas, um grande centro de pesquisa é a Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e no Rio de Janeiro, além da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), existe a Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Existem diversas áreas nas quais o biomédico pode atuar, incluindo pesquisa básica (como biologia molecular ou imunologia) ou em pesquisa aplicada à clínica (como reprodução humana ou ginecologia). A maioria dos biomédicos que trabalha com pesquisa faz, logo depois da graduação, mestrado e doutorado. O mestrado tem duração de 2 anos, enquanto o doutorado é um pouco mais longo. Durante esse período, o pesquisador trabalha em um laboratório no qual ele escolhe um orientador e desenvolve um projeto (que pode já ter começado na graduação), geralmente com auxílio financeiro da Fundação de amparo à pesquisa do estado de São Paulo (FAPESP) ou do Conselho Nacional do desenvolvimento científico e tecnológico (CNPq).
Já os biomédicos formados em faculdades particulares tendem a trabalhar em laboratórios de Análises Clínicas, dentro de hospitais ou em laboratórios particulares, como o Laboratório Fleury ou Delboni Auriemo. Esses profissionais trabalham com processamento de exames e obtenção de seus resultados.
Além disso, todos os biomédicos podem atuar como docentes em universidades públicas e particulares, ou na Indústria com um papel um pouco mais burocrático e menos ligado ao laboratório propriamente dito. Existem ainda profissionais que trabalham em áreas bem distintas, como fisiologia em clubes de futebol e reprodução animal.

Com tantas áreas e tantos conhecimentos ainda há muitos profissionais desempregados ou trabalhando por salários que não condizem com o conhecimento desses. É uma pena.

Salário Médio:

R$ 2113,00, porém é visto que em muitas cidades o salário de biomédico não passa de R$1200,00, menor que o valor da mensalidade do curso.

sábado, 4 de junho de 2011

Escherichia coli pode ser transmitida de pessoa para pessoa

Helmut Fickenscher, diretor da Clínica Universitária de Schleswig-Holstein, em Kiel, Alemanha, mostra placas com colônias da bactéria 'E. coli' (Foto: Bodo Marks / AFP Photo)A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou nesta sexta-feira que a bactéria intestinal Escherichia coli pode ser transmitida de pessoa para pessoa através dos sedimentos ou por via oral.

Sobre as vias de transmissão, explicou que o contágio "pode ocorrer sem uma higiene adequada", por isso que uma medida de prevenção eficaz é lavar bem as mãos após ir ao banheiro e antes de tocar nos alimentos.

O norte da Alemanha concentra 95% dos casos: 1.213 de E. coli Enterohemorrágica (EHEC), dos quais seis foram mortais; e 520 da Síndrome Hemolítico-Urêmica (SUH), com 11 mortes.
O número de doentes em um total de 12 países aumentou para 1.823, dos quais 18 morreram.
O EHEC tem um período de incubação médio de três a quatro dias, com a maioria de pacientes que se recuperam em 10 dias, mas em uma pequena parte dos pacientes -principalmente crianças e idosos -- a infecção pode levar ao SUH, uma doença grave que se caracteriza por causar insuficiência renal aguda.

Fonte termal no Parque Yellowstone

A fonte termal 'Lago Crepúsculo' atrai turistas para o Parque Nacional Yellowstone, que ocupa três estados no Noroeste dos EUA e é conhecido por seus gêiseres. A mistura de cores é causada pela bactéria 'Thermophiles', que se desenvolve nos pontos em que a água é mais fria e a faz ficar alaranjada. (Foto: Mark Ralston / AFP Photo)
Lago termal no Parque Yellowstone (Foto: Mark Ralston / AFP Photo)

Mecanismo de Resistência Bacteriana

A  grande capacidade de adaptação das bactérias está associada à estrutura genômica, que garante a troca de genes entre as bactérias, usando para isso elementos não cromossômicos: plasmídios, transposons e até bacteriófagos. Estes últimos destroem as bactérias hospedeiras, mas podem carregar e espalhar genes bacterianos.

· A causa primária é a mutação espontânea e a recombinação dos genes (reprodução), que criam variabilidade genética sobre a qual atua a seleção natural, dando vantagens aos mais aptos. As drogas atuam como agentes seletivos, favorecendo as raras bactérias resistentes presentes na população.
· O uso abusivo dos antimicrobianos contribui para aumentar a pressão seletiva dessas drogas, criando ambiente muito favorável às bactérias resistentes.
· A indicação indiscriminada de drogas por médicos.
· A auto medicação de pacientes (toma-se na dose errada e em situações erradas como gripe por exemplo. Lembre que os antibióticos só atacam células e os vírus são acelulares).
· O uso como aditivo em rações animais, principalmente para aumentar o peso.
· A tecnologia do DNA recombinante, que permite criar organismos transgênicos, quase sempre usa como vetores pequenos plasmídios. Como em geral estes contêm genes de resistência a drogas, o produto final pode ser contaminado.
· Um só gênero de bactérias do solo, o Streptomyces, produz mais de 50% dos antibióticos disponíveis no mercado.
· A maior imunodepressão dos pacientes, decorrente da AIDS, quimioterapia e maior freqüência de transplantes.

Mecanismos genéticos de resistência
1. Resistência plasmidial
Além do DNA cromossômico, as células bacterianas podem conter pequenas moléculas circulares de DNA denominadas plasmídios.
Certos plasmídios possuem genes responsáveis pela síntese de enzimas que destrõem um antibiótico antes que ele destrua a bactéria. São os chamados plasmídios R (de resistência aos antibióticos). Eles também possuem genes que permitem sua passagem de uma bactéria para outra (fator F).
Quando dois ou mais tipos de plasmídios R estão presentes em uma mesma bactéria, os genes de um deles podem passar para outro por recombinação gênica: conjugação, transformação e transdução. Esse mecanismo faz com que surjam plasmídios R portadores de diversos genes para resistência a diferentes antibióticos.
Os plasmídios podem estar integrados no cromossomo, sendo capazes de transferir genes cromossômicos. Muitos são promíscuos, isto é, passam o gene de resistência para espécies não aparentadas geneticamente.

2. Resistência cromossômica.
Como a resistência cromossômica depende de mutação espontânea, evento raro, ela é dirigida quase sempre a uma só droga e os genes são transferidos com freqüência relativamente baixa. Por isso, seu impacto clínico é menor que o da resistência plasmidial.
Não podemos nos esquecer ainda , que bactérias sensíveis podem receber, de graça, genes cromossômicos mutantes de bactérias já resistentes, através dos processos de transformação, conjugação e transdução.

3. Transposons
Descobriu-se em 1974 que grande parte dos genes de resistência considerados plasmidiais ou cromossômicos estão localizados sobre transposons e apresentam as propriedades destes: disseminação rápida dentro da célula ou entre célula.


Os transposons são segmentos de DNA com grande mobilidade, eles codificam a enzima transposase - responsável por sua transferência para outros segmentos de DNA. Eles são promíscuos: criam as variações invadindo diversos sítios do DNA hospedeiro, mas às vezes exageram, produzindo mutações letais.



Mecanismos de reprodução em bactérias
1. Conjugação: transferência de material genético (DNA plasmidial e/ou do cromossomo) entre duas bactérias através de um tubo de conjugação.
2. Transdução: transferência de material genético entre duas bactérias feita por um vírus bacteriófago.


3. Transformação: incorporação de um material genético livre no meio por uma célula bacteriana.

Staphylococcus aureus resistente a derivados da penicilin


Cientistas da Universidade de Cambrigde, na Grã-Bretanha, descobriram um novo tipo de superbactéria: uma cepa até então desconhecida do Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA, na sigla em inglês, Ler em"Lancet Infectious Diseases").


O micro-organismo foi encontrado em amostras de leite colhidas de vacas. A nova versão dos MRSAs está presente tanto nos bovinos como em humanos.Os micro-organismos Staphylococcus são comuns na natureza e podem estar presentes na pele de até 15% dos humanos, somente causando infecções quando entram no corpo através de cortes e ferimentos.
Para combater esta bactéria, normalmente são usados medicamentos derivados da penicilina. O problema surge quando alguns tipos de Staphylococcus aureus, a espécie mais violenta de gênero de bactéria que sempre causa doenças, tornam-se resistentes a essas drogas.
A ameaça ao corpo é a mesma que a de um Staphylococcus aureus normal, mas as opções de tratamento diminuem. Infecções por MRSAs são mais frequentes em ambientes hospitalares, locais onde a resistência a antibióticos é favorecida.A nova cepa não é detectada pelo métodos consagrados para identificar os Staphylococcus aureus resistentes à metilicina. Ela possui uma versão do gene mecA, porém apenas 60% fiel ao original encontrado em outras MRSAs.

Laboratório israelense desenvolve vacina contra o câncer




Laboratório de biomedicina israelense Vacciguard desenvolveu um sistema biotecnológico que será capaz de produzir vacinas contra alguns tipos de doenças mais letais, como o câncer e a meningite tipo B. A tecnologia consiste de transmissores próprios de peptídeos derivados de um elemento de proteína chamada Heat Shock Protein 60 (HSP60) que permite um método muito mais eficaz de combater bactérias e vírus.
A vacina utilizará antígenos específicos do tumor - proteínas descobertas em uma célula tumoral. Injetando os antígenos na área atingida, o sistema imunológico produzirá uma quantidade elevada de anticorpos ou de linfócitos T citotóxicos, para atacar as células do câncer que carregam esse antígeno específico. As vantagens são claras: "A maioria das vacinas atualmente utilizadas é baseada em um patógeno atenuado ou numa única proteína inteira de uma bactéria ou vírus. Em vez de desenvolver uma vacina específica para cada linhagem, podemos ter alguns aminoácidos a partir do patógeno que é comum em todas as suas cepas e desenvolver uma vacina única que é eficaz contra todas as cepas do patógeno", ressalta o especialista.