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sábado, 11 de junho de 2011

Surtos de 'E. coli' continua na Alemanha

Autoridades de saúde alemães advertiram neste sábado (11) que a ameaça da variante letal da bactéria E. coli, que provocou 31 mortes na Alemanha, persiste apesar de a fonte de infecção ter sido localizada em brotos de feijão de uma fazenda da Baixa Saxônia, no norte do país. O estabelecimento foi fechado, mas não sofrerá processos nem punições pelo início do surto.
Apesar de as suspeitas do Instituto Robert Koch sobre a origem do patógeno terem sido confirmadas, permanece o perigo de infecção por contato físico, disse um porta-voz do Ministério de Assuntos Sociais do estado de Hesse, no centro da Alemanha.
As autoridades de saúde e o governo alemão estenderam na última sexta-feira (11) o alerta para pepinos, alfaces e tomates como foco de infecção, após confirmarem a presença da variante letal nos brotos de feijão. Cerca de 500 amostras ainda estão sendo examinadas, incluindo algumas sementes da fazenda que vêm da Europa e da Ásia.
Falhas de higiene na cadeia produtiva alimentar pode levar a novos surtos da perigosa variante O104 da bactéria E. coli, advertiu do ministério, que fez um apelo para que haja prevenção e manutenção das normas de higiene entre a população.
Após semanas de uma crise de saúde que resultou em um prejuízo de vários milhões de dólares à produção agrícola de toda a Europa, verificou-se a presença desse micro-organismo agressivo em um pacote de brotos de feijão encontrado no lixo de uma família que vive na região de Bonn, oeste da Alemanha. Dois membros dessa família contraíram a infecção.
Os vegetais vinham de uma fazenda orgânica da Baixa Saxônia, citada segundo o Instituto Robert Koch como "a fonte mais provável" do surto, que já atingiu 2.800 habitantes do país. Desses, 722 desenvolveram a chamada síndrome hemolítica urêmica (HUS, na sigla em inglês), doença marcada por fortes diarreias com sangue e lesões graves nos rins.
O problema ocorre por uma diminuição no número de plaquetas – estruturas responsáveis pela coagulação do sangue – e pela destruição das células vermelhas (hemácias) no organismo.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Escherichia coli o mundo é dos microrganismos


Mais de 20 mortes confirmadas, mais de 2,2 mil pessoas contaminadas, a origem ainda é incerta, a forma de contágio pessoa – pessoa ainda não é totalmente esclarecida e logo o mundo vai vivendo com preocupações e medo da tal Escherichia coli (E. coli).
Primeiro os pepinos suspeitos, tudo alarme falso. Depois os brotos de soja de uma fazenda em Hamburgo, tudo negativo nos testes novamente.
Nós vivemos em um mundo pertencente aos microrganismos, dependemos totalmente deles para viver, da produção de alimentos a resistência de nosso organismo, sem falar dos que nos rondam, existe um verdadeiro exército em nosso corpo, 90% das células que carregamos durante nossa vida são microrganismos. Dentre as várias espécies existentes, uma em particular merece destaque, a Escherichia coli, encontrada nos animais de sangue quente, convive com a gente desde os primeiros meses de vida, colonizando nosso intestino e sendo responsável por várias funções essenciais do nosso organismo, como a sintetização de vitamina B.
Geralmente elas não são patogênicas, exceto quando são rompidas as barreiras onde elas vivem. No entanto, alguns destes microrganismos que viviam dentro de alguns ruminantes, por um processo de recombinação genética de nome complicado chamado transdução,  conseguiram incorporar para si um gene de uma outra bactéria, de nome Shigella, esta sim de características patogênicas, pois tem a capacidade de produzir uma toxina de nome SHIGATOXINA (ou Verotoxina) que produz diarréia com muco, pus e sangue e ainda pode, na dependência da resistência do paciente, produzir uma Síndrome Urêmica Hemolítica (SUH) , principal causa de colapso agudo renal em crianças. Apartir daí algumas bactérias Escherichia coli obtiveram a capacidade de produzir esta toxina. Por isso a toxina produzida pela E. coli, também é chamada Shigatoxina ou Verotoxina.
Para azar nosso, esta bactéria, mesmo com a capacidade de produção desta toxina, não ocasiona doença para os animais reservatórios (vacas, carneiros, cabras, alces, entre outros) o que torna praticamente impossível descobrir qual animal teria ou não esta bactéria.
A utilização de fezes destes animais na forma de esterco ou mesmo a utilização de água contaminada por eles, ou até mesmo caramujos que transportassem estes microrganismos poderiam contaminar vegetais e frutas. Isto sem falar da utilização da própria carne cujo abate dos animais pode levar a contaminação das peças que serão comercializadas.
Este microrganismo não resiste ao calor, o processo de fritura, cozimento entre outros leva à morte dos mesmos, no entanto, há vários casos existem incriminando hambúrgueres mal cozidos.
Com relação aos vegetais, os processos adequados de higienização são:
  • refrigeração
  • lavagem em água corrente
  • imersão em solução clorada
  • nova lavagem
Seria o bastante para minimizar este problema. No entanto, neste caso da epidemia européia e com relação a este tipo de Escherichia coli (O104:H4), estudos verificaram a capacidade deste microrganismo de colonizar tecidos profundos dos vegetais, o que tornaria estes procedimentos de higienização, inócuos. Somente a exposição a altas temperaturas mataria este microrganismo.
Esta bactéria (E.coli o104:H4) ao ser ingerida, e estamos falando de uma quantidade extremamente pequena, ao redor de10 a 100 bactéria, chegaria até a região intestinal onde produziria esta toxina. A partir daí a responsabilidade pela doença é da toxina, não havendo mais intervenção da bactéria, por isso antibióticos não melhoram o quadro geral do paciente, podem até agravar, pois vários deles atacam os rins, o que complicaria ainda mais a doença.
Na dependência da resistência individual da pessoa, os rins podem ser atacados produzindo a síndrome hemolítica renal e levando a falência de vários órgãos e a morte. De difícil tratamento e por implicar em risco de morte, o tratamento deve ser feito em UTI.
Não acredito que este caso irá se tornar uma epidemia mundial como no caso da H1N1 (gripe), pois as formas de transmissão são bastante diferentes. No entanto, este microrganismo novo, veio para ficar, muito ainda iremos falar dele e de vários casos que irão surgir e surgindo nos faz avaliar o quanto pequenos somos em relação aos microrganismos, quanta capacidade eles tem. Quão necessárias são as adoções de procedimentos de higienização como:
Lavagem adequada das mãos;
Higiene em geral;
Educação em higiene;
Higienização de frutas e Hortaliças;
Monitoramento de safras e importações de produtos agropecuários;
E principalmente respeito a este mundo que vive paralelo ao nosso mundo sem nos esquecermos que este mundo é verdadeiramente dos microrganismos.

Roberto Martins Figueiredo – Dr. Bactéria

domingo, 5 de junho de 2011

Contaminação por E. coli atinge 12 países


Doze países informaram de casos de pessoas diagnosticadas com a variante da bactéria intestinal E. coli Enterohemorrágica (EHEC), informou nesta sexta-feira o Escritório Regional Europeu da OMS (Organização Mundial da Saúde) em Copenhague. A bactéria, uma variante nunca antes vista, causou 18 mortes na Alemanha e Suécia e deixou centenas de contaminados.


A lista dos países atingidos é liderada pela Alemanha, que tem 1.046 pacientes diagnosticados com a de EHEC e 470 pacientes com a Síndrome Hemolítico-Urêmica (SHU) --sintoma mais grave da doença, causado por uma toxina específica desta variedade de E.coli que destrói hemácias (células vermelhas do sangue) e provoca insuficiência renal.

Na lista, figuram ainda a Áustria (com dois casos de EHEC), a República Tcheca (com um caso de EHEC), a Dinamarca (com dez casos de SHU e sete de EHEC), França (com seis casos de EHEC), Holanda (com quatro casos de EHEC e outros quatro de SHU), Noruega (com um caso de EHEC), Espanha (com um caso de SHU), Suécia (com 28 casos de EHEC e outros 15 de SHU), Suíça (com dois casos de EHEC), Reino Unido (com quatro casos de EHEC e outros três de SHU) e Estados Unidos (com dois casos de SHU).


A maioria dos casos é de indivíduos que residem ou visitaram recentemente o norte da Alemanha durante o período de incubação da infecção, com exceção de uma pessoa que se infectou após ter contato com alguém que tinha estado na Alemanha e duas que se contaminaram fora do país, disse a OMS.